Liturgia

A santificação do tempo

30/06/2026

Sobre o Ano Litúrgico

 Já sabemos que, na Eternidade, não existe o tempo. Não há passado, nem futuro. Não há o ontem, nem o amanhã. Somente um presente. Mas nós, seres humanos enquanto viventes na Terra, vivemos no Tempo, que é uma criação de Deus para nós, e com o qual aprendemos a conviver.

Como lemos em Gênesis, Deus criou o Sol para o dia, a Lua para a noite, e temos as manhãs e as tardes, a luz e a escuridão se alternando indefinidamente. Aprendemos também a lidar com os tempos dos anos, aos quais chamamos de Estações da Primavera, Verão, Outono e Inverno. E nós convivemos com tudo isso, passando pela história e fazendo a nossa história, lembrando-nos do que se passou, vivendo os nossos instantes, e estamos sempre na espera do amanhã.

Jesus, o Filho de Deus, se encarnou e entrou na nossa história, que é a História da Salvação do Pai, à qual foi obediente até à morte, e morte de cruz. Salvou-nos a todos das trevas, e prometendo a paz eterna a todos os que nele crerem e o seguirem, praticando o bem e a justiça. Deixou-nos a Igreja que, zelosa de seus deveres, não cessa de transmitir a todos, em todos os tempos, a boa notícia trazida por Cristo – o Evangelho, convidando-nos constantemente à vigilância e à oração.

A Igreja, assim, prega a Santificação do Tempo, para que do nascer do sol até o seu ocaso, louvemos sempre o Senhor, entoando cânticos e louvores a Deus por toda a criação, pela salvação que em sua misericórdia nos concedeu, pela nossa existência e pela graça de O podermos conhecer hoje, embora imperfeitamente, até que um dia O veremos face a face.

Toda essa Liturgia é expressa no “Tempo Litúrgico”, em suas diversas celebrações.